sexta-feira, 23 de março de 2012

Professor da UFRJ ganha prêmio da Unesco por difundir cultura árabe

João Baptista Vargens recebeu prêmio em Paris e foi homenageado na UFRJ.
Interesse pelo mundo árabe começou ainda na infância.






O professor João Vargens recebeu prêmio da
Unesco (Foto: Almádena Editora/ Divulgação)

O professor de língua e cultura árabe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Baptista de Medeiros Vargens, de 59 anos, foi um dos ganhadores do Prêmio Sharjah, oferecido pela Unesco. A entrega do prêmio ocorreu em 27 de fevereiro em Paris. Na quarta-feira (21), o professor foi homenageado pelo Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.


Em 2011, João Baptista editou o “Dicionário Árabe-Português”, de Alphonse Nagib Sabbagh, numa coedição da editora Almádena e da Fundação Biblioteca Nacional. A obra tem 768 páginas e cerca de 60 mil verbetes, num livro de capa dura que prestigia o árabe, idioma oficial em 22 países.





Capa do dicionário do autor Alphonse Nagib


Sabbagh, (Foto: Almádena Editora/ Divulgação)



O Prêmio Sharjah é concedido anualmente a uma pessoa nascida em país árabe e outra de qualquer outro país, que tenham contribuído para a difusão e o desenvolvimento da cultura árabe no mundo. Em 2012, a quantia oferecida pela premiação foi US$60 mil. O valor será dividido entre o romancista e teatrólogo libanês Elias Khoury e o brasileiro João Baptista. 


Currículo


Editor, escritor, tradutor, estudioso de lexicologia e professor de língua e cultura árabe, João Baptista iniciou suas pesquisas no âmbito da influência do árabe no português. Possui doutorado em letras pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, atuando principalmente nos seguintes temas: língua portuguesa, língua, literatura e cultura árabe.


O professor conta que a história com a cultura árabe começou ainda na infância, quando ele lia títulos de um escritor brasileiro que escrevia contos com personagens árabes ambientados neste mundo. Durante a adolescência, Vargens diz que se sensibilizou com a causa Palestina e desde então passou se interessar pela cultura.


“Receber o prêmio foi uma grande satisfação, o reconhecimento do meu trabalho. É um prêmio para todos os arabistas brasileiros, não se faz um trabalho desse porte sozinho. É a vitória de uma equipe", diz Vargens.


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